• nome: Thiago Faria
  • instrumento:
    Guitarra Fender Stratocaster
    Guitarra semi-acústica Ibanez Artstar AF120
  • Pedaleira: Digitech GNX2

Começou a gostar de música e de guitarra aos 4 anos de idade por alguns fatos bastante interessantes: a mãe tocava violão (um belo Di Giorgio) em um grupo da faculdade e para fazer o filho dormir colocava na radiola o vinil do Rick Wakeman (Esposas de Henrique VIII). O tio, que morava no mesmo lugar, tinha duas guitarras e ouvia diariamente os discos do Jimi Hendrix. O avô, ainda no mesmo apartamento, trazia discos de 72 rpm, a maioria de música flamenca, para que o neto colecionasse; do outro lado, a avó, agora por parte de pai, trouxe da Grécia um pequeno alaúde, e seu tio, também por parte de pai, é professor de música na rede municipal de Curitiba. Ou seja, motivos não faltaram para que o elemento T da T.R.A.M.A. não se direcionasse para a guitarra.

Uma das primeiras imagens musicais de que se lembra é a de, no Teatro Paiol, durante o intervalo, empunhar o violão do Alceu Valença e tentar tocar um trecho da trilha sonora "A Noite do Espantalho", de Valença e Sergio Ricardo.

Já aos onze anos aprendeu teoria musical e as primeiras pentatônicas com o guitarrista Geraldo Henrique.

Aos 15, participou do grupo musical da Igreja do Jardim Ambiental, onde conheceu o folclórico e mestre jazzista Lucio Pires Cabral, o qual começou a "empurrar 'bolachões'" de Kenny Burrell, George Benson e Wes Montgomery, foi quando ouviu também o álbum duplo "My Spanish Heart" do pianista Chick Corea - era o som que até então estava à procura - ao se deparar com aquela fusão de jazz, rock, flamenco e world music ficou simplesmente arrebatado.

Aos 16, estudou violão clássico na Academia Villa-Lobos com o mestre Valdomiro Prosdócimo e foi praticamente convidado a se retirar da academia, quando em plena audição, no Tetaro do SESI, resolveu fazer improvisos de blues sobre o tema Boureè de Bach.

Aos dezessete anos liderou uma banda que contava com Reginaldo Saturno (trombone e sax) e o maestro Marcel Segalla. Sol Nascente era o nome.

Em meados da década de 90 passou dois anos e meio com a banda Living Soul, na qual iniciou amizade com o trompetista Irajá Max, Binho Bettes e o multi-instrumentista James Beartish, com os dois primeiros, atualmente, desenvolve o trabalho pop-gospel "Matizes" em gravações e apresentações.

Em 2000 conheceu o tecladista André Collini com o qual começou a desenvolver trabalhos instrumentais, no mesmo ano viu Alexandre Macedo tocar em um bar chamado Camelo & Beduíno, atualmente Wonka, a partir disso começaram a cevar o projeto de música instrumental, que, em 2007 se tornaria a T.R.A.M.A.

Na T.R.A.M.A., Thiago mescla suas influências: os guitarristas de jazz tradicional e brasileiro (Montgomery, Martino, Delmiro, Do Monte, etc.) com os da fusion e crossover (Metheny, Scofield, Carlton e Ritenour), colocando, sempre que possível um tempero Hendrix na receita.

Solos na Banda Living Soul

banda trama